Relatório Individual de Projecto (PARTE 2) – Ana Sofia Linhares Oliveira

Junho 21, 2009 por corpopublico

Dando-se então por concluída esta etapa, faltava a concretização. Tinha-se por intenção levar exemplares destas “notas” para o espaço público escolhido e largá-las discretamente permitindo que os transeuntes pudessem interagir no projecto sem inicialmente estarem conscientes disso. O intuito era gravar os resultados e efeitos desta intervenção por fotografia e vídeo. Desta forma, um elemento do grupo, João Costa, informou e convidou um amigo de um curso de vídeo que se disponibilizou para ajudar na recolha de imagens e vídeos e no seu tratamento. Mas, infelizmente, os problemas começaram a surgir. Reproduzir notas é ilegal. Tentou-se manipular a imagem para que as semelhanças não fossem tão notórias. Para além disso, o grupo começou a revelar alguma dificuldade na marcação de horas para a concretização da intervenção. Foram acordados determinados encontros para concretizar o projecto tendo sido todos adiados e a maior parte das vezes à última da hora, não havendo portanto uma boa comunicação entre os elementos do grupo. Mesmo depois do término deste bloco, apesar do grupo começar a desmembrar-se, continuei a trabalhar e a planear a conclusão deste projecto. Consciente de que provavelmente seria difícil conseguir concretizar o projecto em equipa, como era pretendido, foram entregues dois exemplares em papel das notas para que todos os elementos tivessem acesso ao material a utilizar na intervenção, em equipa ou individualmente, caso se revelasse difícil concluir este projecto. No entanto, revelou-se impossível levar, em equipa, para o espaço público a ideia e o material. Através de um projecto alternativo baseado na ideia inicial – a questão do lixo no espaço público – tentei levar por diante a actividade. Deste modo solicitei a colaboração de duas colegas (Mónica Lacerda e Cristiana Felgueiras) que, estando a par de todos os problemas da concretização desta intervenção, se mostraram desde logo disponíveis a ajudar caso quisesse concretizar o projecto e precisasse de apoio. Realizei a intervenção no espaço público de maneira diferente, relativamente à ideia inicial. Assim, fiz a intervenção no espaço alertando para a questão do lixo como elemento constantemente presente no meio urbano, apesar de já nem darmos conta. Deste modo, realizei a intervenção com o objectivo de chamar à atenção para a sua presença, muitas vezes, “invisível”. Mostro agora algumas das fotografias

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5. Agradecimentos

Agradeço às colegas Mónica Lacerda e Cristiana Felgueiras pela colaboração na concretização da intervenção.

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25 de abril pequenino – filipapinho | ritacarneiro

Junho 20, 2009 por corpopublico

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Durante a tentativa de execução da nossa ideia inicial, para quem não lembra, tratava-se de uma cortina feita de lápis azuis, que seria colocada na entrada do museu militar.

Durante o processo, tentamos obter com muito esforço uma autorização para a instalação do trabalho, pois isto parecia resultar visualmente. Tinha-mos acabado de ter conhecimento de um lápis azul em concreto, fabricado pela Viarco, de uma maior espessura que se tornava deliciosamente perfeito para a cortina que tinha-mos em mente.

Acontece que nada aconteceu.

Não obtivemos autorização, e propuseram-nos enviar um dossier sobre o projecto para a sede, em Lisboa.

Vários dias foram passados a pensar no assunto, e na maneira como nos tinham tratado no museu.

Chegamos à conclusão que este pequeno problema nos ocupava mais tempo do que o trabalho em si. Aliás, já tínhamos esquecido o trabalho. A PIDE, a censura,  os lápis, e a Viarco. O que parecia importar agora eram autorizações, boa educação, cartas bem escritas e palavreado.

 

Tinha-se tornado uma luta pessoal.

 

Levamos a nossa luta simbólica para a porta principal do museu militar. Instalamos os típicos soldados GI’s (nickname para a um soldado militar dos Estados Unidos), pintados de cor azul censura. Alem disso, substituímos as armas dos pequenos soldados por lápis de cor azuis. Fazendo alusão ao trabalho anterior original, ao que nos tinha sido negado o espaço. No fundo pretendíamos perturbar a conduta regular do museu e funcionários. Principalmente do senhor major Albino Pedro.

A Revolução do LSR – Verónica Melo T1

Junho 19, 2009 por corpopublico

Visto que não foi possível a concretização da intervenção que tinha em mente no Largo Soares dos Reis e que o nosso processo de trabalho termina mais na proposta de intervenção do que propriamente sua concretização, decidi apresentar várias intervenções possíveis que gostaria de concretizar no Largo Soares dos Reis, sendo que no final é apenas uma.

Todas as minhas propostas tem em comum um factor, esse factor surgiu enquanto fazia o reconhecimento do espaço  no Largo Soares dos Reis, tendo ido ao cemitério e verificado que existiam vários contentores enormes cheiissimos de flores velhas, sendo as flores o factor comum em todas as minhas propostas, estas desenvolveram-se após a minha ideia principal que discutida com o professor consistiria na busca de cravos vermelhos ao contentor, depois de obter a autorização do cemitério e então depois colocá-los no Largo, sendo que a busca dos cravos no contentor já teria o seu valor(busca de cravos vermelhos em associação ao símbolo do 25 de Abril visto que o LSR é um local bastante ligado ao acontecimento tendo sido o Museu Militar a sede da PIDE na altura). Não me queria ficar apenas pela busca dos cravos, a meu ver a buscar da vontade perdida, mas sim ir buscá-los e colocá-los,nas passadeiras e passeios, se possível preenchendo-os (sim os contentores tem muitas flores, entre elas cravos) como símbolo, de mostra de que a vontade de mudança apesar de ainda existir e de no 25 de Abril ter sido mostrado o auge da vontade de mudança do povo, mas que teria que continuar e que agora esta simplesmente murcha como as flores do cemitério. Então os cravos serviriam não só como símbolo de ao mesmo tempo perda de vontade como de desespero do povo por mudança, não falando tão globalmente, mas particularizando, o largo soares dos reis neste caso, grita por mudança, também podendo isso ser visto nas próximas propostas que vou fazer de intervenção, que servirão também, tal como esta, como crítica.

Como segunda proposta utilizando também as flores mas já não num reavivar da revolução do 25 de Abril mas sim utilizando todas as flores para um alerta ecológico. A reciclagem.

Tendo em conta que também, aqui, estou a fazer uma reciclagem de flores, estou a utiliza-las para a minha intervenção depois de serem postas fora, com o intuito de cobrir os horríveis ecopontos com flores murchas, enfatizando o papel dos ecopontos, criticando a sua aparência, e a sua funcionalidade, como pontos de reciclagem. E tendo estas duas principais ideias a consequência de haver menos reciclagem do que devia haver em Portugal e o pouco encorajamento à reciclagem que os ecopontos transmitem. Flores murchas – ecopontos monótonos – pouca reciclagem.

E como terceira e última proposta seria a cobertura do urinol com embalagens de perfumes, detergentes e/ou flores, como símbolo ou crítica ao mau cheiro que emana do urinol, a alguns metros de distancia até. Mas também fora a cobertura do urinol com coisas alusivas ao bom cheiro, bom ambiente e manutenção do espaço, tive a ideia de colocar as mesmas flores de todas as propostas anteriores como perímetro à volta do urinol, sendo que as próprias flores murchas simbolizavam o próprio mau cheiro e o mau aspecto que apesar de não ser tão visível quando longe do urinol, pode ser visto mesmo que não na realidade, mas como uma realidade que nos é mostrada através do cheiro que saio do urinol.

Como se pode ver, todas as propostas estao interligadas até sendo possivel a concretização de uma só proposta através da junção das três, uma especie de associação. À revolução do 25 de abril, mas sendo uma revolução do Largo Soares dos Reis em termos de manutenção dos espaços ou objectos que no jardim nos transportam para realidades bastante desagradáveis, sendo assim retirada a primeira ideia não totalmente mas em vez de cobrir os passeios e passadeiras os cravos iriam servir para as outras duas funções das propostas ambientais, e não sendo os cravos o simbolo de transporte para a revolução passada, então seria apenas a associação da palavra revolução, e da associação ao local e também da utilização do mesmo objectivo. MUDANÇA.

Verónica Melo

Pirâmides – turma 1 ( incompleto )

Junho 19, 2009 por corpopublico

Para este projecto idealizamos uma intervenção que consiste na colocação de três pirâmides azuis a serem colocadas nos passeios do largo de forma a desenhar um triângulo no espaço.

A pirâmide simboliza o lápis azul usado pela censura do Estado Novo, ou seja, a “morte” da liberdade.

Assim, relacionariamos duas ideias: a censura – edifício da PIDE – e a morte – cemitério.

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Rui Almeida

António Lopes

Nuno Ferreira

LA FONTAINE liliana claro . proj. intervenção . Turma1

Junho 19, 2009 por corpopublico

Para o projecto, decidi construir uma pequena intervenção, protagonizada por uma personagem, que consiste mais em animação de rua (se assim lhe posso chamar, depois de ter tido várias reacções verdadeiramente desanimadas) do que num projecto artístico que envolva processos mais plásticos. Na verdade, e apesar de o tema da intervenção se basear num princípio absurdo e humorístico, acho que proporcionar uma manhã diferente a quem ali vive os dias, é positivo. Numa manhã diferente, pelo melhor ou pelo pior, o Largo Soares dos Reis foi invadido por um personagem diferente.

La Fontaine surge, de uma forma imediata, da The Fountain, de Duchamp. O mictório do largo serve à comparação. La Fontaine, longe dos circuitos complexos conceptuais de Duchamp, foi, além de um criador de fábulas bem afamado, essencialmente um moralista. Nesta associação despropositada, criei um personagem que, como se habitasse em permanência aquele local, sempre e sem interrupções, cumprisse o papel essencial de devolver a moral aos populares, num espaço adequado como o mictório, uma central de higiene pública. Este fontainezinho declama, assim, a fábula mais conhecida de La Fontaine, A Cigarra e a Formiga (moraliza acerca do trabalho, da preguiça, do poupar…). Começa por fazê-lo no mictório e em redor, porém, não conseguindo captar a atenção de quem passa, e consequentemente não conseguindo passar a mensagem moralista, ele desloca-se e persegue os espectadores desinteressados (e por vezes até furiosos).

Foi uma manhã diferente para os frequentadores diários do largo, levantou muita especulação, acerca do que seria aquilo, e pelos recantos juntavam-se pequenas audiências que de longe tentavam perceber. Na verdade, o ponto de partida é um tanto absurdo, o humor não é directo – porém, mexeu com alguma coisa, pelo menos com a vida rotineira e sem animação (entenda-se) do quotidiano do LSR.

O vídeo publicado no Vimeo,  com o link abaixo, está protegido com a password corpopublico.

O link para o vídeo: http://www.vimeo.com/5230404

Liliana Claro . turma1

Hugo Rafael Rocha T1

Junho 17, 2009 por corpopublico

Projecto: Flash na Memória

Estava na aula quando surgiu a ideia para o projecto de intervenção pública. O professor estava a falar do tema geral do trabalho e de um momento para o outro disse algo do género: “Chega de conversa e passem à acção”. Foi a partir deste momento que tudo se tornou mais óbvio, a ideia por que tanto ansiava apareceu na minha cabeça.

Inicialmente fiquei muito entusiasmado, mas depois comecei a pensar na sua execução e aí sim, as coisas passaram a ser encaradas de uma maneira mais séria. Basicamente a ideia consistia no seguinte, trazer de novo o 25 de Abril para as ruas (mais especificamente para o Largo Soares dos Reis), ou melhor dizendo, criar nas pessoas uma sensação de deja vu.

O projecto implica muitas coisas e muitas pessoas, pois o que pretendo é “recrutar” alguns colegas, vesti-los de soldado (com a roupa da época), coloca-los em determinados pontos do Largo Soares dos Reis e quando der a ordem, todos eles irão a correr pelo largo em silêncio e entrarão no museu militar, porque segundo reza a história, foi lá que abandonaram um prisioneiro, e este quando foi libertado dirigiu-se à varanda e acenou a multidão. E é assim que gostaria de concluir a minha intervenção, levando alguém à varanda e esta pessoa irá gritar algumas palavras de ordem, mas relacionadas com problemáticas actuais. E no final, toda a gente desaparece da mesma maneira que apareceu.

 

Recursos:

Para registar o momento pedirei a alguns colegas para fotografar e filmar o acontecimento, não vai ser fácil pois serão necessárias várias pessoas para puderem captar vários ângulos.

Para além da parte técnica também tenho de falar com o Museu Militar para pedir autorização para usar a varanda do edifício e também terei de falar com teatros para arranjar as fardas do 25 de Abril.

 

 

Desenvolvimento:

Fase 1 – Convidei a minha colega Sara para filmar e ela aceitou, isto parece estar a evoluir aos poucos J

Fase2 – contactei por telemóvel uma senhora da Academia Contemporânea do Espectáculo e também lhe enviei um email a contar o que pretendo fazer, na esperança de arranjar as fardas. Agora é só aguardar uma resposta…

Resposta: pelos vistos só têm um fato, e mesmo assim não pretendem empresta-lo, bem, terei de tentar noutro lado, fiquei a saber que no Teatro S. João na Batalha houve uma peça onde foram necessárias várias fardas, terei de os contactar para ver se desta vez tenho sorte…

Fase3 – falei com a Rita, aquela rapariga simpática que anda sempre de máquina fotográfica na mão e pedi-lhe que fotografasse a minha intervenção e ela aceitou de imediato e com ela também irá uma colega.

Fase 4 – bem, agora é altura de falar com a direcção do Museu Militar, não posso adiar mais, até porque estou muito dependente deles…

 

  Depois de falar com o Director do Museu Militar:

Não posso negar, estou um pouco preocupado com a concretização da intervenção, esta manhã fui ao Museu Militar e mandaram-me esperar pelo Major na cafetaria, tomei um café, desenhei, conversei com alguns soldados e nada…cerca de uma hora mais tarde aparece o Director, dirige-se à minha mesa e eu contei-lhe tudo o que pretendo fazer, a cara dele não foi nada animadora mas pelo menos ficou com o meu contacto, disse-me que iria ligar para Lisboa para comunicar as minhas intenções aos seus superiores, sinceramente não percebo porque é que estão a complicar as coisas, só usaria a varanda por menos de um minuto, além disso esta intervenção só iria enaltecer a atitude dos soldados…agora resta-me aguardar que me contactem…

 

Quase uma semana depois:

Esta espera está a tornar-se aborrecida, amanhã dirigir-me-ei novamente ao Museu com a intenção de os pressionar, se eles acham que vou desistir estão muito enganados…

 

 

Dia seguinte:

Bem, não correu como eu estava à espera, ou melhor, de certa forma já estava à espera, só estava com esperanças que acontecesse o contrário. Eles negaram a utilização da varanda, assim não terei credibilidade se for pedir os fatos, o meu projecto está arruinado. O director nem sequer ligou para Lisboa para pedir autorização, olhou para mim e disse que não dava, que este projecto iria gerar uma enorme confusão, ainda tentei insistir mas ele estava irredutível. Fiquei mesmo muito chateado.

À saída sentei-me no passeio a olhar para o largo e voltei a reparar que é um sítio demasiado sossegado, e que houve uma grande agitação na altura em que eu e os meus colegas andamos a “bisbilhotar” lá no largo, foi então que uma ideia mais simples surgiu, porque não marcar a presença dos alunos de Belas Artes com uma intervenção? Andávamos todos a praticamente à volta do mesmo assunto, porque não marcar um dos poucos momentos em que aquele largo está agitado?

Por isso pensei em construir cerca de três bonecos em cartão envergando material utilizado pelos alunos na altura da pesquisa, no entanto, estes bonecos irão estar vestidos com as roupas dos soldados do 25 de Abril, como forma de continuar ligado ao projecto anterior e para demonstrar que os soldados podem fazer o nosso trabalho e nós o deles.

 

 

Alguns dias depois:

Já construí dois soldados, e estão a sair melhor do que estava à espera, inicialmente tinha pensado em fazer uma coisa simples, sem muitos pormenores, mas entusiasmei-me a acabei por fazer uns autênticos guerreiros de Belas Artes. Deu algum trabalho a pinta-los, mas compensou o esforço, o problema e que deitei-me muito tarde e estou um pouco cansado, terei de deixar o último soldado para outro dia.

Ah, aproveito para dizer que até agora tenho um soldado com um bloco de desenho  e outro com uma máquina fotográfica.

 

 

3 de Junho de 2009

São 21h30 e estou neste momento a dar os últimos retoques no último soldado, este tem uma máquina de filmar na mão.

Amanhã vai ser o grande dia, parece que o tempo está muito estranho, espero que corra tudo bem e espero não ter problemas com chuva. Estou mesmo nervoso, os bonecos estão mesmo engraçados.

Para o caso de não ter dito antes, são apenas três soldados como forma de representar os pequenos grupos que estiveram envolvidos no estudo do largo. Penso que é algo fácil de perceber, só espero que amanhã o meu exército seja bem recebido.

 

4 de Junho de 2009

Hoje o dia foi em grande, pode-se dizer que correu melhor do que estava à espera, quando lá cheguei o largo estava um pouco vazio, mas foi engraçado ver os carros a passarem com os condutores a olharem muito espantados.

 Coloquei os bonecos em vários locais do largo e penso que aqueles soldados fazem um enorme sucesso com as senhoras. Digamos que têm um charme natural.

Foi interessante ver como as pessoas interagiam com os bonecos, tal como aconteceu quando fomos para lá trabalhar (alunos de Belas Artes), tanto as floristas, o homem do quiosque como as pessoas que por lá passaram trataram-nos sempre bem, e estes bonecos não podiam ter melhor recepção!

Até pareciam reais pela forma como as pessoas lidavam com eles, pareciam seus filhos ou seus netos.

Estou muito contente com o resultado desta intervenção, cheguei a ter algumas dúvidas devido à simplicidade do projecto, mas depois de ver aquelas caras, os sorrisos, os piropos fiquei mesmo muito feliz.

O único inconveniente foi o vento, mas aqueles soldados estavam bem treinados e conseguiram superar todos os obstáculos sem se queixarem. Neste momento estão a festejar o seu sucesso, mas daqui a pouco já devem ir dormir, até porque deve exigir um enorme esforço físico segurar um bloco, uma máquina fotográfica ou uma câmara o dia todo.

eu preparando o soldado

eu preparando o soldado

 

 

 

  

  

  

  

  

soldados verificam o equipamento

soldados verificam o equipamento

 

 

  

  

 

 

 

 

 

 

 

 

soldados e senhora simpatica (1)

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soldados e senhora simpática (2)

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soldados e florista (1)

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soldados e floristas (2)

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Aqui vai um pequeno poema que escrevi ao longo do meu trabalho de pesquisa, penso que reflecte todas as experiências que vivi naquele local:

Largo Soares dos Reis

 

O som ensurdecedor dos automóveis

Abafa o silêncio que se quer impor

Mesmo na morte ainda se encontram

Disputas de ódio e amor;

As almas que fazem do largo

Sua casa, seu lar

Recolhem-se numa antiga gasolineira

Que está por habitar;

Um pouco ao lado está o senhor do quiosque

Que as suas histórias deu a conhecer,

Falando do 25 de Abril

E no que é difícil esquecer;

A florista muito simpática

Até com uma flor nos queria congratular

Exibindo um olhar doce

Que os seus muitos anos

Não quiseram apagar

soldados e os carros

soldados e os carros

Projecto Alternativo Individual (PARTE 1)- Ana Sofia Linhares Oliveira

Junho 17, 2009 por corpopublico

1. Apresentação do Projecto – Ana Sofia Linhares Olievira (Turma 03)

Após a análise e recolha de informação do espaço do Jardim de São Lázaro e dos elementos e sistemas e comunicação urbana começou-se a pensar em formas de intervir no espaço público confrontando os elementos intervenientes do espaço com alguma tendência real relacionada com o próprio espaço. Assim, após uma observação atenta na zona do Jardim de S. Lázaro pode-se reparar na questão da proliferação de vestígios de uma sociedade consumista por todo esse espaço: o lixo, ou o que socialmente se denomina como lixo. O espaço escolhido foi o passeio junto ao jardim que tem a ligação com o resto do quarteirão e que dá acesso à Praça dos Poveiros.

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Assim, como forma de confrontar a sociedade com as suas próprias tendências, tinha-se objectivo intervir no espaço público apresentando uma forma de provocar a reflexão sobre a função e o valor do dinheiro e do lixo socialmente construídos. Como ideia inicial era pretendido levar para o espaço exterior previamente considerado moedas e pregá-las ao solo para que ficassem à vista mas fora de alcance das pessoas. Apesar de o quererem apanhar não lhes seria possível. Mas, após expor a ideia ao Professor e reflectir melhor sobre a questão, seria realmente mais interessante dar a oportunidade às pessoas de o conseguirem apanhar e face à realidade da questão – o facto de o dinheiro ser falso – provocar a reflexão sobre o papel desse mesmo.

2. Concretização do Projecto

Assim, para concretizar esta ideia começou-se por “falsificar” duas notas de valores diferentes e mais comuns na circulação quotidiana – a nota de 5 e 10 euros, sendo que, apenas a nota de valor mais alto foi trabalhada com o fim de concretizar o projecto. Para tal, procedeu-se à digitalização dessas notas e, de seguida, ao tratamento de imagem. Apresento abaixo algumas imagens da primeira tentativa:

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 Após ser apresentada esta versão perante o grupo e o professor, concluiu-se que afinal seria melhor alterar a mensagem para algo menos “panfletário” e mais apelativo à reflexão.

Deste modo, foram feitas mais experiências tendo por fim chegado a este resultado:

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Projecto de intervenção de Paulo Santos; Pedro Pereira; Igor Matos – Urinol

Junho 15, 2009 por corpopublico

Intervenção no espaço

Ao selecionarmos um objecto, que tivesse que obedecer as varias permiças delineadas pela proposta apresentada pelo professor,

tivemos em conta as seguintes questões:
-temporal, pois o ano academico esta praticamente no fim
- rapides na elaboração, e rapides na execução do trabalho em termos práticos
- barata, pois tentariamos não ter grandes gastos na sua elaboração

Tendo estes objectivos em mente e satisfazer as permisas da proposta pois levantava a questão de uma intervenção ao longo da avenida situada em frente da faculdade, tendo por limites o jardim de s. lazaro, num lado e no outro o museu militar.

depois de tentarmos chegar a conclusões que jenero de intervenção iriamos realizar, decidimos fazer uma intervenção pratica tendo o grafity como exemplo, bem como a tecnica de stencil que todo o grupo ja estava abituado a utilizar, nos seus tempos livres.
mas tendo em mente sempre a disciplina de escultura em mente, isso implicaria a feitura de objectos.

mas no grupo surguiram varias interogações em relação ao tipo de objecto para a feitura deste trabalho que implicasse o nosso posicionamento tantao na avenida como a relação avenida Escola de belas artes.

tendo esta ideia por base que praticamente foi tema trasversal neste primeiro ano pois implicariava a descoberta das belas artes como instituição academica que estimula a elaboração, criação, e levantar posicionamentos que impliquem questionar e levar a quem vê a questionar-se.
decidimos apropriarmo-nos do ralo existente em todos os quartos de banho, que tem servido de objecto de culto no meio academico artistico e só dentro dele a sua comprienção se torna compreencivel pois assume uma importancia fundamental no movimento artistico emtodas as epocas da sua história.

tendo o ralo como permissa e como objecto para quem no primeiro ano tenta dar os primeiros passos na arte das Belas Artes.
depois de escolhido o objecto “ralo” a questão que se levantava era saber se como e de que forma iriamos colocalos e como partindo de um, objecto tão simples chamar a atenção do transeunte, poderiamos ampliar o seu formato, pintalo, etc. partindo da descontextualização deste para conseguirmos uma nova significação.

ichegamos a conclusão de que seria pura e simlesmente coloca-lo como objecto de uso corente, assim mesmo em determinados pontos da avenida, simbolizando o nosso percurso até as belas artes, cãezinhos que para se orientarem têm de ser ensinados no seu trajecto para chergar a um novo destino desconhecido que pasaria a ser trajevtoria diaria.

e partindo desta permissa de orientação num, determinado espaço e tendo o gato, o cão, bem como de todos os animais, inclusive o homem, onde existe uma necessidade de apropriação do espaco como local para sinalização para a sua orientação, e guia.

E como neste primeiro ano estamos ainda a conhecer e adaptar tentando darr o nosso melhor nas mais diversas materias, achamos que o ralo seria um bom exemplo para para marcar este primeiro ano de iniciados, pois frecuentar esta escola de um ponto de vista do grupo era um sonho ja ha muito acalentado onde o factor etmpo tem sido o maior probelema na sua concretização. neste sentido como ingressar nesta instituição foi alem de sonho orgulo achamos conveniente, iniciarmos com um ralo, e como animais que somos e não queremos extraviar dos nossos objectivos nem do percurso academico que acaba de comessar colocar ralos a acinalizar este percurso de casa ate as portas da faculdade seria o mais apropriado.

Alem disso convem salientar que a nivel pessoal e falo ja em singular mas representando o primeiro ano das angustias e deseijos ( Paulo santos ) e a titolo pesoal, no dia em que vi os meus sonhos mais termidos nesta faculdade, alem de me sentir um cristo nesta paixao ou via crucis acabada de iniciar, ainda na fila de espera nesse murro da vida onde arianade senhora dos destinos fiadora invisivel de todo o icaros com vontade de sonhar, onde como todo icaros parece ter seu sonho comprometido, cheio de garbo e pujança angustia, e coraguem, por muito que tenha sofrido meu pobre coração sonhador. mas sem medo da morte e dando a vida pelo sonho, quimera que sempre fez o homem proguedir e avançar, pois como diz o poeta ” enquanto o homen soinha o mundo para e avança, ….) e eu primeira mija que fiz oficial foi as portas da associação de estudantes. marcando assim o meu posto de iniciado onde com pé de cabra sua porta tentei deitar a baicho, armado em minos eu arianade so com teara iluminada na cabeça cheia de esperanças e sonhos para conquistar apanhando as penas dos destroçõs dos sonhos na calçada da vida.

E neste renascer diario todos os dias da nossa vida, onde como dis Borgues (acho eu) “caminhar se faz caminhando”, e indo nesta afã de auto superar-se caminhar se faz caminhando e npar não te perderes como o ção teras de ser e uma mijada fazer para não te perderes, i como em todas as artes na tradição das logias das artes cão comesso e cão sou e esperando nestes ciclos da vida de ser terminar como meu pastor que tudo me ensinou na arte do viver Pastor das artes e do saber, onde objectos vou colécionando para concretizar este andar no aprender nas artes da vida progresão serei no devir da construção no eterno renascer mas o futuro entrego-o nas mão de Palas (ou ao grande arquitecto) pois quem Deus é mil carras na sua dinvidade deve ter deus desconhecido que a todos inflama na flana do saber, na arcade da vida.

Neste sentido o hurinol é o nosso primeiro passo para os futuros passos nos passos desta caminhada via cruxis apaixonada na paixao da vida inflamada flumen da criação onde a Arte na companhia de Deus neste subir de escadas, urinol ralo pontuação do percurso da vida onde no percurso dos sonhos a cada passo se ora a quem se ama ao divino senhora amor amado amada, tendo história, estetica,sonho , virtude, amor, todas as musas neste meu nosso e sonho e suor,muito suor, canção cantada em lira ou viola dedilhada mas sempre com flauta ao la 

do caso falhe a vos nos louvores as musas um soprinho delas esteja sempre na cabeça guardada.

este é nosso inicio deste inicio sem fim nas artes das belas artes ha muito por todos acalentada.

 

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Onde começa o espaço público? E já agora, onde acaba?

Junho 4, 2009 por corpopublico

Meus amigos/as, se julgam que andamos aqui a falar de vias públicas, estão muito enganados, não há nada público neste mundo! Qualquer dia (num futuro próximicissímo!), teremos de infelizmente, fazer um requerimento à Câmara para respirar na via pública!
Depois do nosso grupo de trabalho ter conseguido a autorização da Faculdade para agir no espaço público, eis que surge a grande questão: É necessário pedir autorização do Governo Civil!! Para exibir uma imagem, um vídeo, projectado no muro do espaço abandonado em frente à nossa Faculdade. Tendo em conta que o vídeo não teria qualquer contacto, apenas a projecção, se se pode dizer, ou o reflexo da imagem, pergunto, Onde começa e onde acaba o espaço público? Com isto, a nossa intervenção está novamente em lista de espera… Até breve!

Mara Índio

ELEMENTOS E SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO URBANA

Maio 19, 2009 por corpopublico

GRAÇA FERNANDO, JORGE MARINHO, INES CALHEIROS
BRUNO ALBUQUERQUE